Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Historia da comunicação

 

 

Antes de reflectir sobre a evolução da comunicação e sobre a importância de a estudarmos deixo-vos estas definições:

 

Para Colin Cherry, comunicação significa "compartilhar elementos de comportamento ou modos de vida, pela existência de um conjunto de regras".
 
Berlo, entende comunicação "como sendo o processo através do qual um indivíduo suscita uma resposta num outro indivíduo, ou seja, dirige um estímulo que visa favorecer uma alteração no receptor por forma a suscitar um resposta"
 
Abraham Moles, define comunicação "como o processo de fazer participar um indivíduo, um grupo de indivíduos ou um organismo, situados numa dada época e lugar, nas experiências de outro, utilizando elementos comuns"
 
Texto transcrito do livro "A era de EMEREC " de Jean Cloutier, Ministério da Educação e Investigação Científica - Instituto de tecnologia Educativa, 1975.
 
O aparecimento de novas tecnologias educativas tem nos conduzidos a novos paradigmas educativos que se projectam tanto em contextos formais como informais. A necessidade de adaptarmos ou reformularmos modelos pedagógicos obsoletos leva-nos a  novos desafios e, que só são possíveis ser alterarmos a forma como comunicamos.
 
É importante compreendermos a História da Comunicação, para assim compreendermos a evolução das TIC e percebermos o paralelismo que existe entre a evolução das TIC e a evolução das Tecnologias Educativas, porque, segundo Jean Cloutier, a comunicação é cumulativa, ou seja, cada novo meio junta-se aos outros e os emergentes não servem para eliminar os já existentes. Podemos dizer que conceito de comunicação recompõe-se ao longo dos tempos numa nova figura, sem, no entanto, refutar os elementos presentes nos modos de comunicação anterior. Analisando a história da comunicação, Jean Cloutier propõe quatro momentos da História da Comunicação.
 
 
Interpessoal / Família – o tempo da oralidade
 
Esta fase intimamente ligada ao início da história humana quando Homo sapiens aprende a expressar-se através do gesto e da palavra. Neste período da evolução, o alcance da comunicação é limitado à sua capacidade auditiva e visual. A este momento podemos fazer corresponder a estrutura educativa familiar. Para comunicar à distância, ele tem de deslocar-se ou arranjar o mensageiro que o faça por si. Nesta fase a duração da comunicação é reduzida e para a prolongar no tempo foi necessário recorrer a contadores de histórias que assumiam a função de «memória do tempo»
 
Elite / Escola - o tempo da escrita
 
Com o aparecimento de outras formas de comunicação (tais como: esquemas, desenhos, música e posteriormente a escrita) surge o segundo momento, a “comunicação de elite”, onde aparecerá mais tarde a escola como organização e sistema. A família deixa de ser o único local de aprendizagem, e passa a existir um local determinado, “a Escola.
Com o aparecimento do alfabeto fonético vence-se o espaço e o tempo, com o aparecimento do papiro, pergaminho e posteriormente do papel. A invenção da escrita deu início à história, tornando-se possível armazenar conhecimentos numa larga escala. Evidentemente que esta forma de transmitir informações congelava a cultura porque o objectivo do copista era construir uma obra de arte, mais do que construir um instrumento de transmissão rápida de conhecimentos.
 
 
 
Massa / Escola Paralela - o tempo da tipografia
 
Com o advento da indústria e graças ao inventor da imprensa (Johannes Gutenberg) massifica-se o livro como objecto de consumo, produzindo-o em larga escala e acessível a todas as classes sociais. É a «comunicação de massas» onde pontificam as linguagens de amplificação criadas a partir dos «média». A Escola deixa de ser a única fonte de transmissão do saber, que passa a ser feita pelos livros, jornais, rádio e televisão. À família e à escola junta-se então um novo estilo a “escola paralela”, uma vez que todos têm a possibilidade de aceder livremente ao conhecimento através dos « media».
 
 
Individual / Auto-formação – o tempo dos self-media
 
 

Jean Cloutier designou o quarto momento por “comunicação individual” e aparece porque o homem passa a ter acesso a todo o conhecimento e a poder exprimir-se através de todo um conjunto de tecnologias que lhe possibilitam gravar som e imagens. Nesta fase o indivíduo passa a ter um papel mais activo na transmissão de informações e do conhecimento. Ele é simultaneamente emissor e receptor sendo capaz de construir o seu próprio conhecimento, através de uma aprendizagem autónoma. 

 
 
Para além de ser importante percebermos as fases, é, também, importante que entendamos a comunicação como um processo cumulativo, em que aos antigos conhecimentos que possuímos se juntam os novos.   Na nossa relação  com os outros e no caso concreto da relação professor-estudante podemos identificar estas quatro fase da evolução da comunicação no nosso modelos de comunicação: Como professor recorremos à comunicação interpessoal, ensinamos no contexto escolar e  recorremos à comunicação de massas. Mesmo a última fase está presente quando solicitamos ao estudante que construa o seu saber num determinado tema. Até quando pedimos aos estudantes para trabalharem em grupo estamos perante a última fase. 
 
Ao escrever este blog leva-me a reflectir sobre o que li do artigo disponibilizado no forum pelo professor Pedro Machado: 
 
Como conseguir uma comunicação eficaz? 

Que dimensões comunicativas resultam mais influentes no desenvolvimento do processo?

Que tipo de intervenção proporciona uma maior eficácia na comunicação educativa?

Como se melhora o processo de ensino-aprendizagem?

 

E sem dúvida que ao escrever sobre as fase da comunicação reflicto sobre as questões acima.

 
Os cartoons abaixo exemplificam de forma soberba as quatro fases:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

publicado por asilva às 16:44
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2 comentários:
De Pedro Pinto Machado a 14 de Dezembro de 2009 às 12:38
Muito bem Ângelo.
O teu trabalho está muito completo e pode ajudar qualquer um a aprender a história da comunicação. Bom trabalho!

Ctos.
PPM


De Patreque daglasse a 2 de Fevereiro de 2012 às 08:12
Essa é a minha soluçâo,sempre que me cinto com faltas de...essa é a minha soluçâo.


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