Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Modelos de Comunicação


Este trabalho tem como objectivo dar a conhecer os principais Modelos de Comunicação e surge no âmbito da unidade curricular de «Teoria e Modelos da Comunicação 

 

Todos os estudos relativos à comunicação tiveram a influência do cientista social e politólogo americano Harold Lasswell. Em 1948, Harold Lasswell publicou um trabalho onde decompunha o fenómeno da comunicação em cinco partes fundamentais.

 

Dos vários modelos de comunicação existentes iremos abordar quatro desses modelos:


 

modelos de base cibernética ou circulares
modelos de comunicação de massas
modelos culturais ou socioculturais.
 

 


1. Modelos de Base Linear

 

Os modelos lineares são aquelas que dissociam as funções do emissor e do receptor e apresentam a comunicação como sendo a transmissão de mensagens entre esses dois pontos e num único sentido.


Como modelos lineares surgiram vários modelos de comunicação, sendo os mais representativos os modelos lineares de Lasswell, Shannon, Weaver e Schramm.

 

 

Modelo Linear de Lasswell

 


Lasswell pretendeu descrever o acto de comunicar. Para ele o acto de comunicação tinha de responder a 5 perguntas: "Quem / Diz o quê / Através de que meio / A quem / Com que efeito."

O esquema linear apresentado por Lasswell é caracterizado pela apresentação de um sujeito estimulador (quem?) que gera estímulos provocando um conjunto de respostas no sujeito experimental (receptor); por estímulos comunicativos (o quê?) que originam uma determinada conduta comunicativa; por instrumentos comunicativos, linguagens e suportes, métodos e técnicas que tornam possível a aplicação dos estímulos comunicativos (em que canal?); e por um sujeito experimental (a quem?) que recebe esses estímulos e vai reagir de acordo com eles (efeitos).

 

Modelo Linear de Shannon e Weaver

Mais ou menos ao mesmo tempo que Lasswell, apareceram dois outros estudos, um de Claude Shannon, e outro de Warren Weaver. Ambos exprimem através de um esquema linear matemático, unidireccional, um modelo linear de comunicação com seis elementos. Tratava-se de um modelo para o estudo da comunicação electrónica. No entanto, o modelo poderia ser aplicado ao estudo de outras formas de comunicação.

Neste modelo linear a comunicação assenta na cadeia dos seguintes constituintes:

a fonte de informação produz e envia uma mensagem;
a mensagem chega a um transmissor que transforma a mensagem num sinal;
o canal é o meio de transmissão à distância;
Como o sinal pode estar sujeito a ruído (interferências), o sinal emitido pode ser diferente do sinal captado pelo receptor;
O receptor capta o sinal e fá-lo retornar à forma inicial da mensagem para ser percepcionada e compreendida pelo receptor.

 

 

 

2. Modelos de Base Cibernética

Os modelos cibernéticos são todos aqueles que integram a retroacção ou feedback como elemento regulador da circularidade da informação.

Norbert Wiener considerou o campo da cibernética como a «teoria da regulação da comunicação», ou seja, a cibernética é a «arte de assegurar a eficácia da acção», onde a retroacção, ganha papel principal.

Os modelos cibernéticos, que são apresentados têm em comum o facto de incluírem no seu processamento da informação o elemento da retroacção.

 

2.1. Modelos de Comunicação Interpessoal

Os modelos de comunicação interpessoal, traduzem uma comunicação numa situação de interacção face-a-face, consistindo em eventos de comunicação oral e directa. Os modelos que claramente evidenciam esta interacção são os seguintes:

Modelo de Comunicação Interpessoal de Schramm

Modelo Circular de Jean Cloutier

 

 


Modelo de Comunicação Interpessoal de Schramm
O modelo de comunicação interpessoal de Schramm traz significativas alterações aos modelos lineares.Schramm altera os modelos lineares, introduzindo-lhe algumas precisões suplementares. Schramm propõe que cada emissor pode também funcionar como receptor num mesmo acto comunicativo (devido ao mecanismo de retroacção ou feedback). Cada emissor/receptor tem a habilidade de descodificar e interpretar mensagens recebidas e de codificar mensagens a emitir. Para Schramm o emissor ao emitir uma mensagem, na realidade emite várias mensagens. Por exemplo, na comunicação interpessoal ou televisiva, não conta apenas o que se diz, mas também como se diz, a postura, o vestuário, o penteado, etc.
A noção de feedback é semelhante à de reacção, uma vez que quando o receptor recebe a mensagem, ele reage e vai codificar a sua própria mensagem em função daquilo que recebeu. Existe também uma espécie de feedback que provém da própria mensagem, da inflexão de voz, dos gestos, da mímica, da postura corporal, etc.


Modelo Circular de Jean Cloutier

Jean Cloutier (o autor mais representativo desta corrente comunicativa) defende que o esquema de Emerec não é estático, mas sim que está em movimento e varia continuamente segundo os tipos de comunicação estabelecida. Não é linear, «mas concêntrico, visto que o seu ponto de partida é sempre o ponto de chegada» e sobretudo, o feedback não é um elemento acrescentado e supérfluo, mas inerente ao ciclo da informação.
O esquema da Era de Emerec comporta três elementos gráficos:
EMEREC (o homem que recebe e emite informação;
LINGUAGEM e MENSAGEM (a linguagem permite incarnar a mensagem);
O MEDIUM ou meio (existe à imagem e semelhança do Emerec).

 

3. Modelos da Comunicação de Massas
Os modelos de comunicação de massas forami incluídos inserido nos modelos de base cibernética devido ao facto dos meios de comunicação de massa se basearem na retroacção como elemento regulador da sua boa aceitação por parte do seu público.
O modelo apresentado pelo investigador George Gerbner apresenta formas diferentes em função do tipo de situação de comunicação que descreve, tendo originalidade de apresentar uma versão verbal e outra gráfica. A sua formulação gráfica é a seguinte:
1.Alguém.
2.Percepciona um acontecimento.
3.E reage.
4.Numa situação.
5.Através de alguns meios.
6.Sob determinada forma.
7.E contexto.
8.Transmitindo conteúdo.
9.Com alguma consequência.
É de referir que a representação do modelo não visualiza todos os componentes da formulação verbal, este pode ser ilustrado em esquema de maneiras diferentes.
O modelo de Gerbner pode ser utilizado para diversos fins, por exemplo, descrever a comunicação mista entre humanos e máquinas. É também utilizado para diferenciar áreas de investigação e construção teórica. Tal como Lasswell com a sua fórmula, Gerbner usou o seu modelo para ilustrar e explicar os principais procedimentos de análise de conteúdo.

 

Modelo da Comunicação de Massas de Schramm
O modelo de comunicação de massas deste teórico constitui uma adaptação do seu modelo de bases: o emissor é colectivo, são ao mesmo tempo, o organismo e os mediadores que dele fazem parte. As operações de codificação, interpretação e descodificação existem e são obra de vários especialistas que utilizam fontes exteriores (por exemplo num jornal serão os despachos das agências, as informações recolhidas pelos jornalistas) e têm em conta a retroacção ou o feedback induzido (dando o mesmo exemplo do jornal, tal será observado pelas cartas dos leitores ou pelo número de tiragem).
As mensagens emitidas são múltiplas, mas idênticas – é a mensagem original que é ampliada e dirigida para uma multidão de receptores que, cada um por si, a vai descodificar, interpretar e, por sua vez, codificar. Cada receptor faz parte de um grupo e as mensagens difundidas pelos mass media vão prosseguir o seu caminho através desses grupos.
 

Modelo do Processo de Comunicação de Massas (Maletzke)
Com o seu modelo, Maletzke pretende demonstrar a complexidade da comunicação de massas nas suas implicações sociopsicológicas.
Maletzke no seu esquema apresenta alguns elementos já abordados anteriormente, Comunicador, Mensagem, Meio e Receptor, acrescentando-lhe mais dois elementos entre o meio e o receptor. Um deles é a pressão ou constrangimento causado pelo meio, este teórico defende que o dia-a-dia do receptor é completamente influenciado pelas características, princípios e conteúdos do meio. O outro é a imagem que o receptor tem desse mesmo meio, o qual influencia a sua escolha relativamente aos conteúdos.


3. Modelos Culturais ou Socioculturais
Há uma corrente mais preocupada com a cultura de massas e as suas repercussões na sociedade, do que com os próprios meios de comunicação de massas. Sendo um dos seus grandes representantes o investigador francês Edgar Morin.
A sociologia da comunicação de massas nasceu no Estados Unidos. A partir dos anos 60 Edgar Morin, fundador da corrente «teoria culturológica», desenvolve uma tese segundo a qual a cultura de massas é o produto de um processo dialéctico entre criação, produção e consumo e o seu sucesso junto do grande público depende do grau de eficácia da resposta às aspirações e necessidades individuais. Existe, então, uma espécie de relação entre os três elementos.
O Modelo Cultural de Abraham Moles, também investigador francês, insere-se mais numa perspectiva cibernética. Ele defende que estamos perante uma sociodinâmica da cultura, dado que há uma interacção constante entre a cultura e o meio a que ela pertence, interacção essa realizada pelos criadores que provocam a evolução.
Para ele na comunicação está envolvida, não três elementos, mas quatro elementos:
Criador (aquele que age);
Micro-meio (subconjunto da sociedade);
Mass-media (imprensa, cinema, rádio, televisão,…)
E Macro-meio (sociedade de massas).
Para Moles existe uma interacção permanente entre a cultura e o meio a que ela respeita.

 

4. Bibliografia
Freixo, Manuel João Vaz. Teorias e Modelos de Comunicação. Lisboa: Instituto Piaget, 2006
Sousa, Jorge Pedro. Elementos de Teoria e Pesquisa da Comunicação e dos Media. Porto, 2006
http://odomdecomunicar.blogspot.com/. Consultado em 5 de Fevereiro de 2010.
http://helenosca.blogspot.com/2009/02/modelos-de-comunicacao.html. Consultado em 5 de Fevereiro de 2010.

 


publicado por asilva às 19:18
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